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Serviços financeiros pelo celular vão injetar R$ 500 bi no Brasil até 2025
Serviços financeiros pelo celular vão injetar R$ 500 bi no Brasil até 2025

26 de setembro de 2016

A oferta de serviços financeiros por telefones celulares deve injetar US$ 3,7 trilhões – algo como R$ 12 trilhões – no PIB das economias emergentes em uma década. De acordo com um relatório da consultoria McKinsey, 2,2 bilhões de micro, pequenas e médias empresas não têm acesso a poupança e crédito, e os que conseguem pagam taxas altas por serviços limitados. É onde os serviços móveis se encaixam.

 

De forma geral, a conta é de que os serviços financeiros via celular terão um impacto de 6% no Produto Interno Bruto nos países emergentes até 2025. “Isso é o equivalente a adicionar no mundo uma economia do tamanho da Alemanha ou maior que todas as economias da África. Esse PIB adicional pode criar até 95 milhões de novos empregos em todos os setores da economia”, diz o relatório.

 

No Brasil, um dos sete países especialmente analisados no relatório da consultoria, esse impacto pode representar um acréscimo de até 5,5% do PIB, ou US$ 152 bilhões – quase R$ 500 bilhões. O que representaria também a criação de 4 milhões de empregos no país.

 

O estudo da McKinsey foi focado no Brasil, China, Etiópia, Índia, México, Nigéria e Paquistão. Até pela capacidade de reduzir o fosso entre a demanda e a oferta de empréstimos e financiamentos, o efeito dos serviços financeiros móveis é maior nas economias de renda menor desse grupo, como Etiópia, Índia e Nigéria, com potencial de mover de 10% a 12% do PIB. “Para o Brasil, México e China estimamos adicionais no PIB de 5,5%, 5% e 4,2% respectivamente. Ainda um impulso substancial”, diz o documento.

 

Dos países analisados, o Brasil é de longe o com a maior fatia digital, mas ainda assim com apenas 20% do total de pagamentos – no México, que aparece em segundo, essa fatia é de 11%. Segundo a avaliação, o Brasil tem 8 milhões de empresas não servidas ou mal atendidas financeiramente, com uma brecha de US$ 237 bilhões, ou mais de R$ 750 bilhões, na necessidade de crédito.

 

O potencial é mesmo significativo. O relatório indica que 59% dos adultos brasileiros têm cartão de débito e 32% cartão de crédito. E talvez mais notável seja o fato de que 32% dos adultos brasileiros não possui conta bancaria – mas 72% dos adultos possui telefone celular.

 

“Muitos se beneficiariam. As finanças digitais podem prover acesso a 1,6 bilhão de pessoas sem acesso a banco, mais da metade delas mulheres. Um adicional de US$ 2,1 trilhões de empréstimos para indivíduos e pequenos negócios podem se tornar sustentáveis na medida em que os provedores ganhem mais habilidades de avaliar risco de crédito para mais pessoas. Os governos podem ganhar US$ 110 bilhões por ano na redução de perdas nos gastos públicos e recolhimento de tributos. Provedores de serviços financeiros podem se beneficiar também, economizando US$ 400 bilhões por ano em custos diretos transitando das contas tradicionais para digitais, que podem ser até 90% mais econômicas”, conclui o relatório.

 

Fonte: Convergência Digital 

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