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Primeira parcela do 13º salário para aposentados será antecipada para agosto
Primeira parcela do 13º salário para aposentados será antecipada para agosto

20 de julho de 2018

O decreto presidencial que antecipa para agosto o pagamento da primeira parcela do 13º salário para os aposentados foi publicado nesta terça-feira (17) no “Diário Oficial da União” e, sendo assim, já está valendo. Com essa medida, os aposentados e outros beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) poderão sacar até 50% do benefício já a partir do mês que vem.

Dessa forma, em agosto, o INSS pagará a primeira parcela do 13º salário para aposentados junto com os demais benefícios que os usuários têm direito. Já a segunda parcela que corresponderá à diferença entre o valor total e o valor da parcela antecipada será paga normalmente junto com os demais benefícios no mês de novembro.

O decreto assinado pelo presidente Michel Temer e publicado no Diário Oficial apenas repete uma medida que já se tornou tradicional já que vem sendo tomada pelo governo desde 2006. Em 2015, porém, em meio à crise econômica que derrubou a arrecadação do governo federal, a presidente Dilma Rousseff não seguiu a tradição e só fez o pagamento da primeira parcela em setembro mesmo.

No ano seguinte, porém, mais de 28 milhões de segurados da Previdência Social receberam o adiantamento do 13º salário. No ano passado, foram 29,4 milhões de contemplados, o que representou uma antecipação da injeção de dinheiro em circulação na economia nacional de R$ 19,8 bilhões.

Dessa vez, porém, o governo federal não divulgou quando beneficiários do INSS espera atingir, mas o número deverá superar os 30 milhões já que a previsão é de uma injeção de R$ 21 bilhões já em agosto.

Isso deve ajudar o governo a retomar o ritmo esperado da economia depois que informações divulgadas nesta segunda-feira (16) deram conta de que a atividade econômica recuou em maio deste ano. De acordo com o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), ajustado para o período, ou seja, dessazonalizado a economia nacional recuou 3,34% em maio em comparação ao mês de abril.

Já se levarmos em consideração as taxas obtidas em maio do ano passado, sem o ajuste para o período, houve o registro de uma queda de 2,9%, enquanto que no resultado anual, o resultado foi contrário, com crescimento de 0,73%, ainda que essa mesma expansão no recorte de 12 meses já tenha chegado a 1,13% dentro desse ano. Esse impacto todo se deve a uma forte influência da crise de desabastecimento que acometeu o País em consequência da greve dos caminhoneiros ocorrida no período.

Tudo isso, porém, também afetou a previsão que o mercado faz para os rumos da economia nacional nesse ano. Dpois de oito semanas de altas consecutivas na expectativa para a inflação deste ano, as instituições financeiras consultadas pelo Banco Central reduziram a projeção para a inflação de 2018. A estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) caiu de 4,17% para 4,15%, segundo o Boletim Focus, publicação elaborada com base numa pesquisa realizada semanalmente pelo BC.

Se essas projeções se confirmarem, a inflação oficial de 2018 deverá ficar abaixo do centro da meta estabelecida e perseguida pelo BC. Isso porque a meta da equipe econômica do governo federal é de 4,5%. Esse sistema, porém, também prevê uma margem de 1.5 ponto percentual para mais ou para menos, sendo assim, os 4,15% estimados pelo mercado estão dentro dos limites de 3% a 6% para 2018.

Apesar de aparentar uma boa notícia para os consumidores, a inflação abaixo do esperado significa que as pessoas não estão consumindo tanto quanto se previa, o que pode diminuir os investimento na economia nacional reduzindo, por exemplo, a oferta de emprego no médio ou longo prazo.

Fonte: Economia – iG 

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