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Juro menor pode frear queda no crédito imobiliário
Juro menor pode frear queda no crédito imobiliário

13 de dezembro de 2016

A esperada trajetória de queda da taxa básica de juros (Selic) deve permitir que os financiamentos imobiliários fiquem estáveis ou tenham um leve crescimento no ano que vem, após dois anos consecutivos de queda, segundo estimativa do presidente da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), Gilberto de Abreu Duarte Filho.

O executivo acredita que a liberação de crédito para construção e comercialização de imóveis no País alcance um patamar entre R$ 45 bilhões e R$ 50 bilhões em 2017. O montante representa alta de até 11% em comparação com 2016, quando os empréstimos devem totalizar R$ 45 bilhões, segundo projeções da associação.

Os financiamentos somaram R$ 37,2 bilhões de janeiro a outubro deste ano, montante 44,2% menor que o registrado em igual período do ano passado. Já em 2015, os desembolsos tiveram queda de 33% ante 2014. Os dados abrangem apenas os empréstimos que utilizam recursos da caderneta de poupança, sem considerar, por exemplo, as operações realizadas com dinheiro do FGTS.

Mais recursos. “A partir do segundo semestre de 2017, a taxa básica de juros estará perto de 10% ao ano. Com isso, o mercado poderá ver mais disponibilidade de recursos para financiamentos, com juros menores”, disse ao Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.

Após o Comitê de Política Monetária (Copom) cortar a Selic de 14% para 13,75% ao ano, os economistas do mercado financeiro consultados pelo Boletim Focus alteraram a expectativa para a taxa básica no fim de 2017 de 10,75% para 10,5% ao ano.

De acordo com Duarte, esse patamar permitirá aos bancos captarem, gradualmente, recursos mais baratos e repassarem taxas menores no crédito imobiliário para empresas e consumidores.

Na visão do executivo, com a Selic em 10%, a caderneta de poupança voltará a ser atrativa para pequenos investidores, amenizando a captação líquida negativa (saldo entre saques e depósitos) que se aproxima de R$ 100 bilhões no biênio de 2015-2016. Essa situação gerou escassez de funding e encareceu o financiamento. “Para o próximo ano, não vejo falta de funding”, disse.

Fonte: O Estado de S. Paulo.

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