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Dívidas fazem com que 69% dos inadimplentes tenham crises de ansiedade
Dívidas fazem com que 69% dos inadimplentes tenham crises de ansiedade

6 de novembro de 2017

Quando alguém adquire uma dívida e não consegue pagá-la, não é apenas sua vida financeira que sai prejudicada. A saúde do corpo e da mente também fica comprometida, potencializando uma série de problemas que se acumulam e afetam todos os aspec tos da vida de uma pessoa. Um levantamento nacional realizado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) revela que o número de consumidores inadimplentes que passaram a se sentir mais ansiosos após contraírem a dívida cresceu nove pontos percentuais em relação ao ano passado, passando de 60% para 69% e assumiu a liderança no ranking de sentimentos que a má situação financeira mais desperta.

A pesquisa ainda foi além e explorou os demais sentimentos decorrentes de problemas como este. Na sequência da ansiedade, ficou a insegurança (65%), estresse (64%, alta de 6 pontos percentuais em relação a 2016), angústia (61%), desânimo (58%), sentimento de culpa (57%) e baixa autoestima (56%). A pesquisa ainda revela que mais da metade dos inadimplentes (51%) sente-se envergonhada perante a família e amigos por se encontrarem nessa situação.

A pesquisa ainda constata que em muitos casos a inadimplência, por alterar negativamente o estado emocional dos consumidores, atinge até mesmo a vida profissional e social das pessoas. Um quarto dos entrevistados consultados (25%) admite que ficou mais desatento e menos produtivo no ambiente de trabalho após a situação de inadimplência, percentual que cresceu 9 pontos percentuais em relação a 2016.

Outro dado nesse sentido é que 21% não conseguem controlar a paciência e acabam se irritando com facilidade ao lidarem com colegas no serviço.

 

Ao se encontrar no vermelho, uma das primeiras coisas a fazer, segundo especialistas, é esquecer o cartão de crédito. Caso, ainda com dívidas, a pessoa insista em gastar, a situação dela poderá piorar. Isso também é algo comprovado pelo levantamento realizado, pois sete em cada dez (76%) inadimplentes pesquisados disseram ter deixado de fazer compras parceladas nos cheques, cartões e carnês.

Além disso, 74% também fizeram cortes ou algum tipo de ajuste no orçamento, enquanto 47% até mesmo deixaram de comprar itens de primeira necessidade para si ou para a família.

Fonte: Jornal A Tarde

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