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Apenas 10% das empresas conseguem usar o big data para identificar fraudes
Apenas 10% das empresas conseguem usar o big data para identificar fraudes

10 de agosto de 2017

Um levantamento mostra que 66% dos processos ligados à auditoria interna já são realizados com o apoio do Big Data. O estudo, que ouviu mais de 900 profissionais de auditoria interna, foi feito pela consultoria Protivit, e destaca que o principal benefício de usar a tecnologia na apuração de fraudes é a possibilidade de obter uma visão em tempo real dos riscos organizacionais e de realizar pré-auditorias baseadas em riscos.

Atualmente, os recursos do Big Data são usados mais na busca de pista de anomalias financeiras, como, por exemplo, o controle de alçada em pedidos de compras, duplicidade, pagamentos em desacordo com critérios contratuais, revisão da folha de pagamentos, dentre outras inconsistências ocorridas em operações contábeis.

Apesar da tendência positiva, 34% dos departamentos de auditoria não empregam a análise de dados como parte dos processos de auditoria e, entre aqueles que já usam o Big Data, só 10% conseguem classificar as funções da ferramenta em termos quantitativos. De acordo com a pesquisa, o desafio para 60% dos auditores entrevistados é identificar onde estão os dados, enquanto 56% apontam as limitações dos seus sistemas. Apenas 22% dos executivos ouvidos classificam a qualidade dos dados como excelente ou boa.

“Os departamentos de auditoria interna começam a adotar a análise de dados, mas o caminho entre teoria e prática é longo. Há uma ala de profissionais de auditoria que consideram o uso do data analytics valioso. Em contrapartida, há uma que necessita de apoio para materializar as informações extraídas do Big Data”, explica Brian Christensen, vice-presidente executivo de auditoria interna e assessoria financeira global da Protiviti.

No Brasil, as organizações despertam os seus interesses de empregar a análise de dados em casos de descoberta e prevenção de fraude. As áreas de auditorias de bancos, de hospitais e de empresas de telecom, por exemplo, estão mais propensas a utilizarem os recursos do Big Data. Mesmo incipiente, o Brasil tem um case de sucesso simbólico no que tange à adoção de data analytics.

“A inteligência de cruzamento de informações da Lava Jato, por exemplo, utiliza o analytics” complementa Alessandro Gratão, líder das práticas de Auditoria Interna e Financial Advisory na operação brasileira da Protiviti, consultoria global especializada em Gestão de Riscos, Auditoria Interna, Compliance, Gestão da Ética, Prevenção à Fraude e Gestão da Segurança.

Fonte: Convergência Digital

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