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75% dos universitários e graduados no Brasil sentem-se preparados para carreira
75% dos universitários e graduados no Brasil sentem-se preparados para carreira

26 de agosto de 2016

 

Um estudo encomendado por Canvas by Instructure, empresa de tecnologia de software como serviço (SaaS), trouxe à tona o debate sobre o papel do ensino superior na preparação para a carreira profissional. A pesquisa, aplicada em 14 países incluindo o Brasil em 2015, mostrou que as instituições ao redor do mundo possuem diferentes visões acerca de como conduzir a vocação profissional.

 

Foram consultados 7.848 estudantes e recém-formados, com o objetivo de conhecer suas percepções sobre a preparação que recebem nas faculdades para a vida profissional, suas necessidades pessoais de suporte para uma aprendizagem contínua e também a eficiência das instituições em prepará-los para essa jornada.

 

“Nossa percepção é de que a educação deve continuar a melhorar a forma como prepara os jovens para a carreira, ajudando-os a desenvolverem atitudes, habilidades e também o hábito de continuar aprendendo”, comenta Lars Janér, diretor para a América Latina da Instructure.

 

O papel das faculdades na preparação profissional

Um dos focos da pesquisa foi conhecer o grau de satisfação dos estudantes atuais e dos já formados com a forma como as instituições os preparam para a trajetória profissional. Globalmente, 67,7% deles se sentem preparados para atuarem em suas carreiras, mas apenas 8,4% dos participantes responderam que as instituições de fato os preparam plenamente para a vida profissional.

 

No Brasil, 75% dos participantes disseram se sentir satisfeitos com a orientação que recebem nas universidades para a carreira profissional, mesmo índice apontado pelos estudantes da Índia e um ponto a mais que os dos EUA (74%). A Colômbia, com aprovação de 76%, lidera o ranking nessa amostragem.

 

Com relação ao desenvolvimento de habilidades com foco na experiência profissional oferecido pelas faculdades, o Brasil figura com um índice de 37,3% de aprovação e 31,3% de total satisfação. Já no tocante à percepção dos estudantes e graduados sobre as experiências oferecidas nas universidades para a preparação profissional, 34,3% dos brasileiros consideram relevantes e 14,9%, extremamente relevantes.

 

Preparação profissional versus mercado de trabalho

 

Um aspecto interessante da pesquisa é o contraste nas respostas entre estudantes e recém-formados já inseridos no mercado de trabalho, no que diz respeito a como a universidade prepara seus alunos para a carreira. A comparação entre os dois grupos revelou que em alguns países os estudantes sentem que as instituições educacionais oferecem uma preparação maior do que realmente a necessária para o mercado de trabalho. Por exemplo, enquanto 11,3% dos estudantes acreditam que as faculdades os preparam totalmente para a carreira profissional, apenas 5,7% dos já formados e inseridos no mercado de trabalho continuam avaliando que as universidades os habilitam completamente para a carreira.

 

No Brasil, cerca de 90% dos universitários estimam que as habilidades desenvolvidas nas faculdades atendem a necessidade para o mercado de trabalho, e 80% deles acreditam que as experiências proporcionadas pelas instituições de ensino são relevantes para a vida profissional. Entretanto, entre os formados, esses índices caem para 80% e 50% respectivamente.

 

Campo de trabalho

 

Uma das principais razões de frequentar uma universidade é receber a formação específica para determinada carreira, no entanto, quantos estudantes de fato conseguem uma colocação no seu campo de trabalho? A pesquisa de Canvas mostrou que os estudantes que já completaram a formação universitária têm maior taxa de empregabilidade em suas áreas de formação (63,8%).

 

Esse índice é ainda maior entre os que terminaram os estudos em quatro anos (70,2%). Mesmo assim, 29,8% não conseguem ingressar em suas áreas de atuação. O Brasil segue a média mundial, com cerca de 70% dos graduados inseridos no mercado de trabalho.

 

Formação superior em uma era de mudanças

 

Quando questionados sobre as exigências dos seus campos de trabalho, tanto estudantes como os já formados concordam que a aprendizagem permanente é necessária para se manterem ativos em um mundo de constantes mudanças. A percepção dos brasileiros é uma das mais altas nesse quesito, com 6.25 pontos em uma escala de até 7 pontos.

 

Dessa forma, a pesquisa aponta uma correlação entre a crença dos estudantes sobre a necessidade de uma vida de aprendizagem e o reconhecimento das rápidas mudanças em suas áreas de trabalho. Em outras palavras, são as pressões externas que levam os profissionais a buscarem novas competências.

 

Curiosamente, os estudantes que participaram da pesquisa de Canvas na maioria dos países consideram que o estímulo educacional para uma vida de aprendizagem é baixo. Nos EUA e Austrália existe uma melhor percepção desse cenário, mas nos demais países apenas dois entre cinco estudantes ativos avaliam que suas instituições realmente têm a preocupação de despertar a aprendizagem contínua como um objetivo primordial.

 

Em geral, os alunos mesclam o tempo que gastam com educação formal (na escola ou universidade), não formal (organizado por educadores, mas fora de um programa formal) e aprendizagem informal (direcionados por eles próprios). A Internet é que tem criado novas oportunidades e formas contínuas de aprendizagem em qualquer horário.

 

Em referência à educação não formal, especialmente as remotas via Internet, os estudantes utilizam ativamente a tecnologia mobile e têm nas mídias sociais uma importante fonte de conhecimento. A aprendizagem online não formal (tutoriais e MOOC – Massive Open Online Courses – cursos livres) varia de níveis de adoção de um país para o outro. No Brasil, as mídias sociais são o principal recurso para a aprendizagem informal, seguidas pelos cursos online e websites.

 

“Não há dúvida de que as universidades precisam se adaptar às constantes mudanças do mundo atual, que traz cada vez mais desafios para os que começam a entrar no universo profissional, e ao mesmo tempo oferece oportunidades de dar continuidade ao processo de aprendizagem por meio da tecnologia”, conclui Janér.

 

Fonte: Canal Executivo

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